Check-up: dicas dos especialistas - Dr. Fernando Komatsu

Check-up: especialistas dão dicas do que deve ser feito para ter uma boa saúde

Hoje, as crianças começam cada vez mais cedo a ter contato com celulares, computadores e tablets. Ao mesmo tempo, a expectativa de vida está aumentando, e as pessoas continuam ativas por muitas décadas. O resultado é que os olhos passam a ser bem mais exigidos, do início da vida à maturidade. Por isso, é fundamental incluir na rotina preventiva a visita ao oftalmologista. “É sempre mais seguro e mais barato prevenir. Ninguém quer envelhecer sem enxergar, mesmo os idosos querem ser independentes e conseguir fazer as coisas sozinhos”, observa o oftalmologista Mário Jampaulo, um dos fundadores da Viva Oftalmologia.

O oftalmologista Mario Jampaulo diz que os cuidados oftalmológicos devem começar ainda na maternidade e seguir por toda a vida: “Viver bem significa enxergar melhor”, diz

O médico explica que os cuidados oftalmológicos começam ainda na maternidade. No Distrito Federal, por exemplo, é lei: a criança só é liberada depois de fazer o chamado “teste do olhinho”, que vai identificar estrabismo, lacrimejamento excessivo e leucocoria (condição que pode levar à cegueira se não diagnosticada e tratada). Outras doenças avaliadas no recém-nascido são a catarata congênita e os tumores malignos.

Até os 6 meses de vida, os bebês enxergam pouco. Nessa fase, começa a maturação visual: eles são capazes de ver o contorno do rosto dos pais e algumas cores, ainda que a visão seja pouco nítida. Dessa fase da vida até os 2 anos, a recomendação do Departamento de Pediatria da Sociedade Brasileira de Oftalmologia é que o check-up dos olhinhos seja semestral. “Até os 2 anos, temos uma chance enorme de prevenir doenças”, observa Jampaulo. A partir dessa idade, as consultas podem ser anuais.

Por volta dos 10 anos, um problema que pode atingir os adolescentes é o ceratocone, distúrbio progressivo capaz de evoluir para graus elevados de astigmatismo. O excesso de telas, seja na escola seja nas atividades de lazer, dificulta a lubrificação dos olhos, deixando os jovens suscetíveis à síndrome de olho seco. Nessa fase da vida, também é importante fazer o exame de refratometria, que verifica a necessidade de grau.

Matusael de Almeida não tinha hábito de ir ao oftalmologista até ter miopia e astigmatismo, e hoje mantém consultas regulares: “Quando comecei com os óculos, vi um mundo que não conhecia”, diz

Aos 40, começa a vista cansada, que deve ser avaliada pelo médico (nada de comprar óculos prontos no supermercado), assim como o risco de glaucoma. A partir dos 50, as visitas anuais ao oftalmologista são importantes para checar se o paciente está enxergando bem ou se já se acostumou à visão deficiente. Nessa década da vida, o médico também avalia o desenvolvimento da catarata, que, operada precocemente, evita muitos problemas futuros. Segundo Mário Jampaulo, depois dos 60 anos a principal preocupação é com a prevenção de doenças degenerativas. “Quanto mais precocemente a prevenção, mais eficazes são as orientações”, lembra. “Viver bem significa enxergar melhor”, ensina.

O relações-públicas Matusael Jorge de Almeida, de 36 anos, usa óculos há 12, depois de diagnosticado com miopia e astigmatismo. Ele não tinha hábito de ir ao oftalmologista de forma preventiva, mas, quando começou a perder o transporte porque não enxergava o destino dos ônibus e passou a ter dificuldades na escola, finalmente foi ao médico e descobriu que precisava corrigir o grau. “Eu achava que enxergava perfeitamente bem, mas, quando comecei com os óculos, vi um mundo que eu não conhecia”, diz.

Veja a importância do check-up de outras especialidades médicas no artigo em:

Brasília Encontro, 
Check-up: especialistas dão dicas do que deve ser feito para ter uma boa saúde, Paloma Oliveto

 

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