Considerada uma das maiores revoluções da oftalmologia, a intervenção cirúrgica é indolor e não oferece quase nenhum tipo de risco aos pacientes.

“Comecei a usar óculos aos 13 anos, mas nunca me adaptei. Sempre que me via no espelho minha autoestima baixava e isso me incomodava”, conta a professora de artes visuais Ione Amador, de 50 anos. Os 6,5 graus de miopia e 2,3 de astigmatismo fizeram com que ela fosse refém das lentes com armações durante 37 anos. No entanto, a situação mudou quando uma amiga recomendou que ela fizesse uma cirurgia refrativa, capaz de minimizar radicalmente o problema e aposentar de vez o acessório. “Não conseguia enxergar um palmo à frente. A dependência era total”, lembra. “Agora me sinto mais confiante e a sensação de independência é indescritível”, diz.

Assim como Ione, milhares de brasileiros recorrem a esse tipo de intervenção cirúrgica para tratar de problemas relacionados à visão, como miopia, astigmatismo e hipermetropia. Realizada no Brasil desde 1994, a cirurgia refrativa surgiu com o objetivo de zerar o grau dos pacientes, trazendo a tão sonhada liberdade àqueles que se viam presos a qualquer tipo de lente. “Foi a melhor escolha que já fiz por mim na vida”, completa a professora. Estima-se que, anualmente, 250 mil pacientes são submetidos à correção no Brasil.

Considerada uma das maiores revoluções da oftalmologia, a intervenção cirúrgica é indolor e não oferece quase nenhum tipo de risco aos pacientes. “Atualmente, a cirurgia refrativa é o procedimento mais realizado no mundo. A técnica se popularizou justamente por ser eficaz e segura”, afirma o oftalmologista Canrobert Oliveira, do departamento de Cirurgia Refrativa e presidente do Conselho do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB).

procedimentosEstima-se que, anualmente, 250 mil pacientes são submetidos à cirurgia refrativa no país.

O primeiro passo para se submeter à intervenção é passar por uma série de exames detalhados, como ressalta o especialista. “Para saber se o candidato está apto ou não, é preciso verificar a saúde da córnea e sua espessura através de exames, como a topografia corneana e o mapa paquimétrico”, informa. É indicado também que o grau esteja estabilizado há pelo menos um ano, o que tende a acontecer em pacientes acima de 21 anos.

O objetivo do procedimento, feito a laser, é remodelar a córnea para que a imagem chegue focada na retina. Nos míopes, o feixe de luz é aplicado para achatar a córnea. Naqueles que tem hipermetropia, ele tem a função de curvá-la. Já para as vítimas do astigmatismo, a solução é fazer com que as curvaturas verticais e horizontais se igualem, corrigindo o vício refracional.

Fonte: Metrópoles

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